quinta-feira, 28 de setembro de 2006



Pílulas do Lito

ÚLTIMO ENTARDECER

Começou na sexta-feira. Um brother deu a dica por e-mail, a quem quisesse se interessar: “estou com o disco do Bacamarte e gravo cópias a pedido”. Depois de tanto tempo, como poderia deixar passar a oportunidade? Daí eu: opa, primeirão! E ele: você não, o teu já ta no carro aqui comigo. E eu: Ah, bom...

Até porque já fazia década, década e meia, de repente mais, que não o escutava. O tenho, em vinil, encaixotado, como encaixotados estão todos os meus vinis, há muito tempo, à espera do quarto dos sonhos, aquele quarto em que todos os brinquedos que colecionei e ainda coleciono ao longo da vida terão morada, local próprio e enfim: brincarei de novo com eles. O homem, sempre uma criança, só mudam os brinquedos.

Mas, sim, falava eu do Bacamarte, o som arte. Mais precisamente do disco “Depois do Fim”, lançado pelo grupo circa 1983, feliz época em que Fluminense-FM (A Maldita) dominava a mente da rapaziada, início da febre do Circo Voador na Lapa, onde aterrisara após estada rápida no Arpoador, momento em que surgia com muita força o chamado Brock. Enfim, manifestações culturais de uma geração que aprendia a viver em liberdade política, após a abertura (lenta, gradual e irrestrita) política iniciada em 1979.

Mas o Bacamarte era diferente de tudo o que se fazia. Era rock progressivo num ambiente dominado pelo rock and roll de bermudas. Guitarras e violões simplesmente geniais por Mário Neto, líder da banda, Genesis style. Sintetizadores moog, ao estilo Yes e Emerson, Lake and Palmer, conduzidos por Sérgo Vilarim. E a gente sempre esperava pela voz dela, Jane Duboc, linda, maviosa, tudo a ver com Renaissance.


E duas décadas e tanto depois, as letras. Apocalípticas, classicamente apocalípticas. Atuais, como sempre atuais. Passei o fim de semana a escutá-lo. E a relembrar muitos momentos daquela época, relembrar todas as músicas a partir do primeiro acorde, o ponto exato onde entra aquele solo de guitarra, aquela virada de bateria, o timbre da voz da Jane. Tudo era muito claro em minha mente, as lembranças vivas, foi ontem e eu nem percebi. Tudo passou num átimo de lampejo. Aquela foto do show no Circo Voador, imortalizada na contra-capa do disco, poderia ter sido batida por mim, que lá estava para testemunhar.


Mas uma coisa é certa: vivi muito de lá pra cá. O suficiente para ter certeza da pequenez da raça humana dominante, onde não há limite para o egoísmo, onde o cúmulo está distante, longe, muito longe, em local incerto e não sabido. Mas o amor resiste. E sobreviverá. E renascerá. Depois do Fim. Com vocês, Bacamarte, o som arte!

“O sangue brota no horizonte

A vida estanca na rua

As almas se trancam nos corpos

Que loucos se atiram à lua.

Crepúsculo envolve a Terra

O medo paira no ar

O mundo se envolve em trevas

Que podem nunca acabar.

Na noite repleta de trevas

Aos céus se eleva uma prece

Pedindo que a vida recomece

Num novo amanhecer.”

(Último entardecer – Mario Neto/Sergio Vilarim)

“Já se foram os quatro cavaleiros

Terminada a terrível missão

Olha o que restou sobre a Terra

Se é a Terra que olhamos agora

Agora compreendemos

Porque os que vivessem iriam chorar

Lamentando a triste sorte que o destino reservou

Se lembra das crianças que um dia vão nascer

Arranja uma pedra, nela temos que escrever

Palavras esquecidas com o tempo

Mensagem pro futuro

Passado pro presente.”

Depois do Fim – Mario Neto)

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

De presente, o POR-DO-SOL da janela de minha casa hoje.
Ainda agorinha...
Tenham uma Boa Noite!
Amanhã será outro dia.
Mais uma chance divina pra recomeçarmos a vida.
Ou Não!
A escolha é nossa.

Enquanto o Lito não vem, por motivos de perfeccionismo tecnico... Ah! Os comentários , lá na ultima charge. Se é que tem o que se comentar.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006


Gente!!!
Apresento o texto de nossa mais nova companheira,
A Caliente Iara Nunes.
Esse espaço é democrático.
Todos podem escrever. Mandem-me.
Obedecerei e publicarei. Claro que vai ter uns limites...
mas vamos ao calor de Iara.
Bjins
Dani


PARA QUE FALAR, SE BEIJAR É MELHOR?


Há coisas muito prazerosas de se fazer, beijar é uma delas.
Num rol de poucas coisas que não se devem pedir,
beijar também é uma delas.

Sei lá, já tive homens que pediram pra transar, pra abraçar,
pra estudar, pra conversar, ajudá-los.

Mas beijar é destas coisas que se chega junto e dá.

Eu prefiro assim, sem rodeios, sem lengalenga.

Vai lá, puxe-me pela cintura, pressione-me contra seu corpo e beije-me.
Simples assim.
Se eu não estiver afim, não rola.

Se rolar e eu não gostar não terá outra vez.


Há mulheres bem decididas, beijam mesmo.
Assim como há homens
que são mais atirados,
existem os menos atirados como eu, SUPER-TÍMIDA,

que não tem audácia de chegar nele e SMACK!


Há beijos de todos os gostos:

- Há beijo forte, de lingua, voraz, faminto, a lingua perfurando a boca.
Desse não gosto.
- Há beijo leve, meio sem sal, novela de adolescente.

Não faz meu tipo.

- Há os rápidos demais, nem dá pra sentir.

Passo adiante.

-Há o beijo intenso, demorado, molhado (não demais, odeio baba).

São desses que gosto.


Não gosto que a lingua entre exageradamente no céu da boca,

prefiro que ela roce meus lábios.


Vamos imaginar um beijo daqueles?
Ele chega, com o braço direito
te puxa de encontro a seu corpo,
com força. Com a outra mão acaricia
seu rosto e
vai deslizando mais ainda até o decote e...

E a coisa flui porque minhas mãos também vão acariciá-lo.

Adoro abrir os botões da camisa e alisar o torax dele.
Dependendocom quem
e onde, a mão pode subir ou descer...

Para por aqui mesmo.

Agora deixo com vocês amigos naufragados (largados).

Como vocês curtem o beijo, a pegada?

O casamento faz parar de beijar?

Iara Nunes

Tomei a liberdade de colocar um link que tem tudo a ver.
http://www.guiadoscuriosos.com.br/?cat_id=53410

sábado, 16 de setembro de 2006


Comecei a copiar uma poesia do
Fernando Pessoa para esse post.

Chama-se Tabacaria.
Gosto muito dela, é muito grande.

Conforme fui escolhendo os pedaços que colocaria,
me descobri triste, desalentada...

Resolvi então que não faria isso com vcs.
Não merecemos isso.
Escolho que esse espaço seja de alegrias e diversão,
escolho que falemos de coisas boas.

Claro, tenho minhas tristezas. Mas essas, são minhas.
Com vcs quero partilhar a alegria de viver,
a felicidade de ver meu avô esperando feito criança
dar meia noite e um para escolher
quem daria o primeiro abraço nele.

Meu David foi o eleito, o escolhido.
Contar um pouquinho daquelas palavras,
lindas e sábias que então ele falou:

"Todos os dias eu agradeço a Deus pela vida.
Mesmo tendo trabalhado desde os 6 anos de idade,
nunca deixei de ser feliz um só dia.
Tive tristezas, chorei, me decepcionei.
Mas nada tirou minha alegria de estar vivo
nem minha fé em Deus, que só faz o bem pra mim.

O preço de viver muito é que perdemos os amigos
e pessoas que amamos,
mas tenho 17 pessoas vivas
que eu amo ao meu lado, família que
eu formei com minha Rosa.
Sem falar nas tantas outras que conheci
e aprendi a amar tbm. "

Fiquei ouvindo...
Fiquei pensando...
O Rabino hoje falou de transformarmos o inferno
no Paraíso, um lixão em um campo cheio de árvores
e flores onde pessoas passeiam.

É isso, vou pegar meus problemas
e transformá-los em arte.

Me perdoem a ausência, me perdoem a demora,
me perdoem pela minha dor.

Tudo passa. Passará.
Passarei.